Polícias Civis executam a Operação Midas enfocando o combate aos crimes patrimoniais

Polícias Civis executam a Operação Midas enfocando o combate aos crimes patrimoniais

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, e o presidente do Conselho Nacional de Chefes de Polícia Civil (Concpc), Emerson Wendt, divulgaram, no fim da manhã de quarta-feira (dia 26), os primeiros resultados da Operação Midas, de cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão contra acusados de crimes de latrocínio (roubo seguido de morte) e roubo em todo o país. Todo o trabalho está sendo monitorado do Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICCN), em Brasília.
Até as 17h, foram presos 1496 adultos (sendo 427 prisões por roubo; 17 por latrocínio e 783 por outros crimes, além de 269 prisões em flagrante) e apreendidos 109 adolescentes. Foram cumpridos 535 mandados de busca e apreensão. Também foram apreendidos 88 armas de fogo e 75 veículos. Os
números finais serão divulgados na sexta-feira (28).

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, durante entrevista coletiva sobre a Operação Midas

Midas é terceira operação realizada a partir de uma parceria com as polícias estaduais e coordenada pelo Ministério da Segurança, no âmbito do Sistema Único de Segurança Pública (Susp). Ela é realizada simultaneamente por polícias civis do Distrito Federal e 25 estados e conta com a participação de 8.128 policiais civis. O único estado que não participou da Operação Midas foi o Amazonas, devido a algumas dificuldades operacionais decorrentes de uma mudança que está ocorrendo em um cargo de chefia na área de segurança pública.
Durante a entrevista, realizada pela manhã, o ministro Raul Jungmann informou que as operações têm sido lançadas de forma simultânea em todo o país para demonstrar a coordenação com as polícias estaduais e os ganhos dessa coordenação. Entre as justificativas da operação, ele aponta a de que o dinheiro roubado, principalmente de carros-fortes e de caixas eletrônicos, acaba sendo usado por facções para a prática de outros crimes, como tráfico de drogas, contrabando e até mesmo financiamento de campanhas políticas.
“O roubo a caixas eletrônicos têm acontecido em quantidade de milhares ao ano. Nossos setores de Inteligência informam que ele serve de capital de giro para as facções, para o financiamento de outras atividades, como tráfico de drogas, contrabando, descaminho e tantas outras operações que são promovidas pelo crime organizado”, explicou o ministro.
“Com a operação, nossa meta é tirar de circulação as pessoas que causam sensação de insegurança muito grande à população”, afirmou o presidente do Concpc e chefe da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, delegado Emerson Wendt. Ele idealizou a operação e acompanhou o trabalho das equipes dos estados e DF a partir do CICCN, unidade gerida pela Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Segurança Pública (Senasp/MSP) e criada para gerenciamento e suporte de grandes ações em todo o país.
Com a Operação Midas, as Polícias Civis cumpriram 901 mandados de busca e apreensão em 25 estados e no Distrito Federal. Ao todo, foram presas 2.743 pessoas, dos quais 164 adolescentes, que foram apreendidos. A operação recolheu 160 armas em dois dias de atividades, das quais participaram 10.249 policiais civis.